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Oscilações e sintaxe: entendendo a relação entre a atividade cerebral e a estrutura linguística das frases

A nossa capacidade de armazenar informação por um curto intervalo de tempo está relacionada com o que chamamos “memória de trabalho”. Se alguém te diz um número de telefone e você precisa memorizá-lo temporariamente até poder anotá-lo, você está utilizando esse tipo de memória. No entanto, a quantidade de informação que somos capazes de armazenar parece estar relacionada com o tipo:números, rostos, palavras, etc. Em particular, quando a mensagem é transmitida através da leitura, os cientistas costumam comparar duas situações distintas:  palavras memorizadas formando  uma relação lógica entre si  versus  palavras em uma lista de itens descorrelacionados. Imagine que, por uma razão qualquer, você precisa memorizar uma sequência de 10 palavras. Qual das duas sequências abaixo você acha que seria mais fácil de lembrar?

Dez estudantes felizes viajaram para uma bela praia nas férias

Arroz vestido correm cidade duas carro cor pular ontem feio

Provavelmente a série que forma uma frase da qual você consegue extrair um contexto é a mais fácil de ser memorizada. De fato existe um número típico de palavras que uma pessoa consegue facilmente armazenar (aproximadamente 6) mas este número pode ser bem maior se as palavras formarem uma frase.

Essa distinção entre o processamento mental durante a leitura de uma frase e a leitura de lista de palavras é bastante útil para estudar propriedades sintáticas da estrutura linguística, ou seja, as relações formais entre as palavras numa frase. De acordo com diversos linguistas, a estrutura sintática das frases envolve a criação de estruturas hierárquicas (conhecidas como estruturas “tipo árvore” como a que é mostrada na figura 1). Graças a essas estruturas, subconjuntos de palavras podem ser agrupados para formar, por exemplo, o sujeito da frase. Assim temos que [[dez estudantes] felizes] poderiam ser agrupados como “eles”; ou [uma bela praia] poderia ser agrupada como “lá” ou “um lugar”. Assim, apesar das palavras aparecerem de maneira linear e sequencial, nossa compreensão se dá através de agrupamentos (chamados em inglês de nested phrases).

Se essas teorias estiverem corretas poderíamos, em princípio, ser capazes de observar como o nosso cérebro constrói essas estruturas e o que acontece com a informação armazenada temporariamente nas diferentes regiões corticais após o agrupamento de palavras. Onde e quando estamos aglomerando toda essa informação? Em outros termos, qual a diferença na nossa atividade cerebral quando compreendemos (lendo ou ouvindo) uma lista de palavras e uma frase?

Esse é o tipo de perguntas que une linguistas, neurocientistas e físicos. E uma das maneiras mais atuais de abordar essa questão é através de análise de dados cerebrais (ou usando o termo da moda: neuroimagem). Três artigos super recentes (dois já publicados [1,2] e um que ainda está no bioarxiv [3]) trataram essa questão analisando a atividade cerebral de pessoas durante a seguinte tarefa: ler palavras apresentadas sequencialmente em uma tela com intervalos de centenas de milissegundos. Veja detalhes do experimento realizado [1] na Figura 1.

6_PNAS

Modificado da referência [1]. Exemplo de uma frase utilizada na tarefa (e sua estrutura tipo árvore) e de uma lista de palavras (que não possui uma estrutura hierárquica). Exemplo da potência da atividade cerebral em cada série relativa ao momento em que a última palavra apareceu. Note que as cores vermelhas indicam um crescimento da atividade no final da frase (t=0) que não ocorre no final da lista de palavras. Uma comparação entre as regiões do cérebro em que a atividade aumenta no fim da frase, da lista e a comparação entre os dois casos.

Em uma primeira etapa, cada uma das 80 séries da tarefa as palavras apresentadas formam apenas uma lista descorrelacionada com 3 a 10 palavras. Dois segundos após a última, uma nova palavra aparece na tela e a pessoa deve responder se aquela palavra pertence à primeira lista. Na segunda parte do experimento as palavras formam uma frase de tamanho variável. Dois segundos após a última palavra uma nova frase menor é apresentada e a pessoa deve dizer se esta frase menor tem o mesmo sentido da primeira. Usando o exemplo anterior teríamos algo como:

Dez estudantes felizes viajaram para uma bela praia nas férias ……(2 seg) ….. Elas foram

Arroz vestido correm cidade duas carro cor pular ontem feio ……(2 seg) ….. cidade

O segundo experimento reportado [2,3] é um pouco diferente, mas, em termos gerais, visa comparar lista de palavras e frases. Os três artigos analisaram as oscilações da atividade cerebral no fim da última palavra de cada série e perceberam que certos padrões estavam relacionados à faixa de frequências analisada. Esses resultados parecem convergir para a ideia de que as oscilações em diferentes frequências desempenham papéis diferentes ao longo da leitura.

Um dos grupos [1] descobriu que em diversas áreas do cérebro relacionadas à linguagem a componente da atividade cerebral filtrada em frequências de 70 a 150 Hz (chamada banda de frequência gama entre neurocientistas) cresce sucessivamente com o aparecimento de novas palavras da frase. A mesma, entretanto, decresce subitamente quando uma palavra finaliza uma expressão, podendo ser usada para o agrupamento de uma ideia (por exemplo após a palavra “praia“ na expressão “uma bela praia”). Em particular essa faixa de frequência está relacionada com a atividade elétrica dos neurônios. Em outras regiões corticais, como a mostrada na figura 1 podemos ver que após a última palavra numa frase (que ocorre no tempo t=0) a potência do sinal aumenta bastante (em vermelho), mas o mesmo não ocorre para o fim da lista de palavras. Além disso, o aumento da atividade é proporcional ao número de palavras na frase, e não ao número de palavras na lista.

O segundo grupo [2,3], por sua vez, mostrou que de maneira geral a resposta cerebral à lista de palavras é diferentes da resposta à frase em várias faixas de frequências: teta (~4-7 Hz), alfa (~8-12 Hz), beta (~13-29 Hz) e gama (>30 Hz). Os autores sugerem que cada banda seria responsável por uma tarefa cognitiva diferente: theta facilitaria relembrar o contexto léxico, alfa e beta reflletiriam a unificação semântica. Para eles a informação sintática também seria codificada por alfa e beta, enquanto que para o primeiro grupo a informação sintática (o agrupamento em estruturas hierárquicas) estaria relacionada com gama. Finalmente, o segundo grupo sugere que gamma está relacionada com a capacidade de predição da palavra seguinte numa frase de acordo com o contexto. Além disso, os autores mostraram [3] que o fluxo de informação no final da frase entre as regiões envolvidas em tarefas relacionadas a linguagem é dado esquematicamente pela Fig 2. Este é, possivelmente, o primeiro estudo mostrando a direcionalidade da informação na rede formada pelas regiões corticais relacionadas à linguagem! E muitos acreditam que foram mudanças evolutivas nessa rede que deram aos humanos a capacidade de desenvolver uma linguagem mais rebuscada que a de outros animais. Portanto, muitos outros trabalhos nessa linha devem aparecer por aí.

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Modificado da referência [3]. A figura mostra esquematicamente a direção do fluxo da informação medido através da causalidade de Granger. Um fluxo unidirecional de informação do córtex parietal (em verde) para o córtex temporal posterior (em vermelho) e deste para o córtex temporal anterior e para o córtex frontal (azul). Além de uma interação bidirecional entre os dois últimos.

Referências

[1] Nelson, Matthew J., et al. “Neurophysiological dynamics of phrase-structure building during sentence processing.” Proceedings of the National Academy of Sciences (2017): 201701590.

[2] Lam, Nietzsche HL, et al. “Neural activity during sentence processing as reflected in theta, alpha, beta, and gamma oscillations.” NeuroImage 142 (2016): 43-54.

[3] Schoffelen, Jan Mathijs, et al. “Frequency-specific directed interactions in the human brain network for language.” bioRxiv (2017): 108753.

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Brasileirxs e brasileires: um ponto de vista da linguística sobre gênero neutro

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Fonte: elaborado pela autora.

Ao longo do primeiro semestre do ano de 2015 tornou-se notícia na mídia de diversos países a inclusão do pronome de gênero neutro “hen” ao Dicionário da Academia Sueca. Tal pronome é uma alternativa neutra às opções de pronome feminino (hon) e masculino (han) existentes na língua sueca e teria sido proposto pela primeira vez em meados dos anos 1960 por ativistas pelos direitos das mulheres, embora só tenha passado a ter maior visibilidade na última década. Apesar das opiniões a respeito do uso do pronome ainda variarem bastante, atualmente é possível encontrá-lo em diversos textos acadêmicos e jornalísticos, além de ser usado em situações cotidianas de comunicação entre alguns falantes, desvencilhando-se assim da conotação que carregava anteriormente por ser utilizado apenas por grupos ativistas.

O sueco, assim como o dinamarquês, tinha historicamente três gêneros (como o então alemão moderno), contando com masculino, feminino e neutro, entretanto, ao longo de seu processo de dialetação durante a Idade Média, perdeu o gênero neutro. Na língua sueca há dois pronomes similares ao pronome em inglês “it”: “den” e “det” que são de gêneros neutros no sentido de não se referirem às categorias de masculino ou feminino, no entanto, raramente são utilizados para se referir a seres humanos (PETTERSSON, 1996).

A Universidade de Tenessee, nos Estados Unidos, produziu uma nota oficial sugerindo que seus alunos passassem a fazer uso das palavras “ze”, “hir”,“hirs”, “ xe”, “xem” e “xyr” no lugar do uso dos pronomes “it” (pronome neutro comumente utilizado para se referir a animais ou objetos) “he” (ele), “she” (ela), “they” (eles/elas) e suas consequentes conjugações. Segundo representantes da universidade, o objetivo dessa ação é fazer com que pessoas que não se identificam com o binarismo de gênero feminino x masculino tenham suas identidades respeitadas por meio de uma linguagem mais inclusiva.

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Fonte: WKRN Portal

Todavia, além de propor uma alteração mais custosa do que a inclusão do gênero neutro no sueco, tendo em vista a alteração de todos os pronomes existentes na língua inglesa, até o momento, o uso dessas nomenclaturas parece permanecer restrito a comunidades muito específicas, interessadas diretamente na temática das identidades de gênero. Existe, no entanto, um pronome utilizado regularmente por diversos falantes da língua inglesa em situações em que não se sabe o gênero da pessoa a quem se refere ou se escolhe omitir essa informação, o pronome “they” conjugado no singular. Utilizado nos mais diversos gêneros de produção textual, como os midiáticos e acadêmicos, e nas mais diversas situações de comunicação cotidiana, seu uso na maior parte das vezes está desvencilhado de um projeto ideológico mais específico (como o feminismo, por exemplo) e se encontra relativamente consolidado no repertório de parte considerável da comunidade de falantes. Isto é, os falantes fazem uso dessa opção sem necessariamente pensar a respeito dela, pois é um pronome de uso comum.

Diferentemente das línguas de origem germânica, como o sueco e o inglês, as línguas latinas tem a flexão de gênero como traço semântico inerente aos substantivos, sendo o gênero demarcado pela vogal temática (a/o) e/ou artigo (a/o). Devido ao fato de que todo sintagma nominal sempre será conjugado em conformidade com o gênero, a incorporação de um gênero neutro na língua portuguesa pode ser um processo mais custoso do que nas línguas em que a flexão de gênero não altera necessariamente os substantivos e adjetivos (como é o caso de algumas línguas germânicas, que mesmo entre si apresentam diferenças relevantes nesse sentido, como no caso do inglês, que sofreu forte influência do latim).

No latim havia três gêneros flexionais, o feminino, o masculino e o neutro. Entretanto, no processo de dialetação do latim para as línguas românicas ocorreu uma simplificação da declinação nominal que ocasionou no desaparecimento de muitas das suas formas, e a supressão do gênero neutro, reduzindo o gênero a dois, foi uma delas. Parte das hipóteses a respeito desse fenômeno explica que isso ocorreu devido à confusão com o gênero masculino dos casos nominativo, vocativo e acusativo que possuíam terminações idênticas para ambos os gêneros. Além da confusão morfológica, também teria acontecido uma confusão fonética pela queda, no latim vulgar, dos –s e –m finais nas palavras. Devido a essa razão, não era mais possível distinguir as formas masculinas cantu(s) e hortu(s), das neutras templu(m) e cornu(m) e, por analogia, essas palavras foram absorvidas para o grupo das masculinas. Da mesma maneira, as palavras terminadas em –a, no nominativo, vocativo e acusativo foram absorvidas pelo gênero feminino (MONARETTO; PIRES, 2012).

Dentre os tipos de palavras flexionadas por gênero gramatical, existe um subgrupo denominado por “tipo 2”, que consiste na categoria gramatical de gênero especificamente motivada pela correspondência entre gênero gramatical e sexo biológico. E embora possamos observar em cantigas medievais a frequente presença de palavras no português arcaico como “senhor” e “pastor” se referindo tanto ao gênero masculino como feminino, a identificação do gênero correspondente se dava pela concordância com um determinante, com um quantificador, com um qualificador, ou, ainda, com elementos não exclusivos dos nomes (idem). Ou seja, nesses casos, algum outro elemento gramatical do enunciado demarcava o gênero feminino ou masculino.

Diante dessas características do português e de uma crescente demanda pela construção de alternativas linguísticas possivelmente mais inclusivas no quesito de gênero, começa a surgir nos textos de movimentos sociais e de alguns grupos de jovens nas redes sociais, o uso de determinadas grafias em busca de uma linguagem com gênero mais neutro. As três grafias mais utilizadas são aquelas em que se substituiria a vogal temática por “@”, por “x” ou por “e”. Respectivamente:

(1) Entidade representativa d@s graduand@s de RI-UFPB, perante o movimento estudantil. Sua função primordial é dialogar com @s estudantes (…)
– trecho retirado da página do Centro Acadêmico de Relações Internacionais da UFPB
 (2) Desde Brasil-Porto Alegre: Pixações em solidariedade com xs anarquistas presxs
– trecho retirado do site Contra Infro, blog de mídia independente
(3) Uso da vogal “e” ao invés de “o” ou “a” no final de palavras como adjetivos.
Exemplos de uso: Lindo(a) = linde; querido(a) = queride; todos(as) = todes; menino(a) = menine; cansado(a) = cansade.
Substituição dos pronomes possessivos “meu(s)” ou “minha(s)” pelos pronomes não-binários “mi(s)” ou “minhe(s)”
Exemplos de uso: minha namorada não tem nada contra isso. —> mi namorade não tem nada contra isso. / minhe namorade não tem nada contra isso.
– trecho retirado do texto “Guia para uma Linguagem Oral Não Binária ou Neutra (PT-BR) disponível no tumblr Espectromia Não Binária.

As construções do tipo (1), marcadas por “@”, parecem ter sido as primeiras a surgir e se assimilam a uma tentativa de marcação simultânea de masculino e feminino (como é possível observar por sua grafia, em que temos um “a” dentro de uma circunferência similar ao “o”). Já as construções do tipo (2), marcadas por “x”, omitem as vogais temáticas e parecem tentar neutralizar a conjugação de gênero. Ambas as grafias se assemelham no sentido de que só podem ocorrer na modalidade escrita, sendo não pronunciáveis no português falado. Além disso, elas dificultam a utilização de ledores (leitores automáticos para deficientes visuais). Justamente por essas razões parece surgir a grafia presente em construções como (3), em que as vogais temáticas são substituídas por “e”, tendo assim como “x” a função de omitir a demarcação de gênero masculino/feminino, mas sendo passível de pronúncia em língua oralizada.

Entretanto, como mencionado anteriormente, devido às características morfossintáticas da língua portuguesa, a construção de frases conjugadas a partir das propostas de gênero neutro aqui exemplificadas, implica em um processo espinhoso, pois depende da alteração de não apenas um item gramatical, mas sim da total adaptação dos sintagmas nominais. Mesmo partindo da proposta (3), pronunciável em língua falada, uma oração como “Minha professora é uma ótima pesquisadora” se tornaria algo como “Mi professore é ume ótime pesquisadore”.

A história de mudança e variação das línguas tem nos demonstrado que, embora alteremos e produzamos a língua a cada momento em que nos colocamos em uma situação de comunicação, as alterações mais profundas de suas características estruturais se dão de acordo com as transformações histórico-sociais, por meio de um processo longo e contínuo.

Dessa forma, a tentativa de institucionalização de uma mudança linguística só pode funcionar se as condições de vida e a produção de necessidades e valores sociais dos falantes forem compatíveis com essa mudança, de modo com que essas práticas já sejam existentes na vida cotidiana de forma expressiva. Vale dizer, contudo, que, como discutido por Severo e Mader (2015), essas alternativas, assim como o aumento do uso de “presidenta” (marcando o gênero feminino, no lugar de “presidente” como forma genérica) instauram variabilidade em um contexto tradicionalmente considerado na linguística como menos propenso à variação e faz emergir novas formas linguísticas com fins de delimitação identitária, marcando a existência de sujeitos não-masculinos (que é um outro jeito de dizer: todas aquelas pessoas que não sejam homens).

Como uma alternativa mais acessível do que aquelas mencionadas aqui, sugiro a leitura do Capítulo 5 do Manual para o uso não sexista da linguagem, publicado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e disponível para consulta online.

Abordando outros aspectos também relevantes dessa questão, sugiro o vídeo a seguir:

Referências

FREITAS, M. A. O “x” da questão: gênero neutro como ato ético e estético? In: Palavras e Contrapalavras: cortejando a vida no cotidiano.  Pedro & João Editores: São Carlos-SP, 2015.

MADER, G. R. C., SEVERO, C. G. Sexismo e políticas linguísticas de gênero. In: Raquel Meister Ko. Freitag; Cristine Gorski Severo; Edair Maria Görski. (Org.). Sociolinguística e Política Linguística: Olhares Contemporâneos. 1ed.São Paulo: Blucher Open Acess, 2016, v. 1, p. 245-260

MONARETTO, V. N. O. ; PIRES, C. C. . O que aconteceu com o gênero neutro latino? Revista Mundo Antigo , v. I, p. 155-172, 2012.

PETTERSSON, G. Svenska språket under sjuhundra år: En historia om svenskan och dess utforskande. Studentlitteratur, 2005.

Centro acadêmico de relações internacionais celso amorim (CARICA). Disponível em: <http://www.ccsa.ufpb.br/dri/ensino-graduacao-em-ri/entidades-estudantis/&gt;. Acesso em 03 out 2015.

Desde Brasil-Porto Alegre: Pixações em solidariedade com xs anarquistas presxs. Disponível em: <http://pt.contrainfo.espiv.net/2015/09/02/desde-brasil-porto-alegre-pixacoes-em-solidariedade-com-xs-anarquistas-presxs/&gt;.

Guia para a linguagem oral não-binária ou neutra (PT-BR). Disponível em: <http://espectrometria-nao-binaria.tumblr.com/post/95838656403/guia-para-a-linguagem-oral-n%C3%A3o-bin%C3%A1ria-ou-neutra&gt;.

Manual para uso não sexista da linguagem. Disponível em <http://www.spm.rs.gov.br/upload/1407514791_Manual%20para%20uso%20n%C3%A3o%20sexista%20da%20linguagem.pdf&gt;.

Sweden adds gender-neutral pronoun to dictionary. Disponível em: <http://www.theguardian.com/world/2015/mar/24/sweden-adds-gender-neutral-pronoun-to-dictionary&gt;.

UT Knoxville encourages students to use gender-neutral pronouns. Disponível em: <http://wkrn.com/2015/08/27/ut-knoxville-encourages-students-to-use-gender-neutral-pronouns/&gt;.