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Quem está desenvolvendo os robôs do futuro?

A pesquisa dentro da Universidade Pública, ao contrário do que muita gente acredita não acontece apenas dentro de laboratórios. Os grupos de robótica são ótimos exemplo de atividades práticas de extensão ligadas à pesquisa e produção de conhecimento. O objetivo destes projetos é, geralmente, participar dos desafios propostos anualmente na Competição Brasileira de Robótica , onde os competidores devem propor e aplicar soluções em diversas áreas como controle, inteligência artificial, reconhecimento de pessoas e objetos em tarefas de resgate, serviços domésticos, campeonatos de futebol, logística e simulações.

Várias universidades reconhecem a importância das atividades práticas nos cursos de Engenharia e Computação, entre elas:

Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a Equipe de Desenvolvimento e Robótica Móvel (EDROM) trabalha no desenvolvimento de tecnologia para participar de competições de futebol de robôs humanoides e criados com peças LEGO a fim de popularizá-la. A equipe foi fundada há 11 anos e, desde então, tem a tradição de nomear os robôs com nomes femininos a fim de compensar a diferença de participação de mulheres nos cursos de engenharia, já tiveram a Hope, Vera, Lúcia. Atualmente, o time conta com apenas duas membras: Ísis Germiniani e Lorena Costa, que participou recentemente da RoboCup e da Petrobrás EXPO Robótica, promovido pela Petrobrás do dia 26 a 29 de novembro.

Além do contato prático com a robótica e os desafios promovidos nas competições, os alunos participam podem elaborar artigos e monografias a partir das situações e hipóteses vividas no ambiente. Um dos artigos foi a implementação de uma robô humanóide bípede caminhando, a qual teve proporções próximas ao corpo humano e os movimentos performando similares, já que pela complexidade o caminhar não pode ser integralmente copiado. Conheça mais sobre a EVA!

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Robô humanóide da Edrom. Créditos: EDROM

Conhecendo mais sobre a estabilidade do corpo humano e imitando seus movimentos, pode-se aprofundar em membros robóticos cada vez mais leves e precisos para quem precisa, ou, aprofundando tecnologias na área da medicina. Os desafios a ser enfrentados pelos grupos a conexão com a realidade, como detectar tubulações de petróleo (nas devidas proporções) que estivessem com vazamento e substituí-las por novas tubulações, além de situações extremas de resgate e manutenção envolvendo periculosidade.

Embora haja reconhecimento no trabalho dos universitários envolvidos, os grupos sempre estão fazendo campanha de financiamento coletivo para conseguirem viajar, comprar material, participar de excursões. Se você se interessou pelo trabalho deles, vale procurar um grupo de robótica e ajudar!

E você, garota, que está pesquisando sobre que área estudar ou uma faculdade, conheça sobre a importância da robótica no cotidiano e para um futuro melhor!

Referências

http://www.cbrobotica.org

http://edromufu.wixsite.com/edromufu/artigos

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Qual a importância do Ministério do Trabalho?

Em tempos de defesa das instituições o Ministério do Trabalho e Emprego vem tendo sua importância questionada. O MTE, criado para mediar as relações de empregado e empregador, tem sido responsabilizado por parte da população por burocratizar e  enrijecer as leis trabalhistas. Porém, em uma país de diversas nuances sociais, é importante ressaltar que a lei deve atender desde o seringueiro da região amazônica ao profissional pejotizado da startup paulistana. A condução destas discussões de modernização dos ambientes de trabalho e, consequentemente suas leis, deve ser feita por órgãos especializados sobre o assunto.
Dentre estas entidades do Ministério do Trabalho, há a FUNDACENTRO, Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, criada oficialmente em 1966. A fundação tem como objetivo a realização de estudos e pesquisas referentes aos problemas de segurança, higiene, meio ambiente e medicina do trabalho, atuando basicamente em três frentes:
Desenvolvimento de pesquisas relacionados à saúde e segurança do trabalhador;
Difusão do conhecimento através de cursos de pós graduação, congressos e seminários. Além de produção de material didático, publicações periódicas científicas e informativas;
Prestação de serviço à comunidade.
A importância da atuação da FUNDACENTRO fica evidente  dada a posição do Brasil no ranking de acidentes de trabalho, perdendo apenas para China, Índia e Indonésia. A partir da década de 70, após o início das atividades da Fundação, a taxa de acidentes de trabalho vem reduzindo, conforme gráfico abaixo. Porém, podemos observar, aumento na letalidade dos acidentes, o que pode ser um indicativo de sub notificação dos acidentes de trabalho.
Gráfico

As pesquisas da FUNDACENTRO são as diretrizes para determinação, por exemplo, dos limites de tolerância de insalubridade, presentes na Norma Regulamentadora – 15, além das Normas de Higiene Ocupacional e Recomendações Técnicas de Procedimentos, e estão em acervo público para consulta da população. A NR-15 não citava em seus agentes químicos os quimioterápicos antineoplásicos, um medicamento oncológico. Então, em Comissão Tripartite Paritária Permanentes, na qual estão presentes representantes das empresas, trabalhadores e governo, o Conselho Federal de Farmácia apresentou a necessidade de incluir a manipulação do medicamento na Norma e determinar os riscos à exposição do agente.
Neste caso, a FUNDACENTRO emitiu o parecer, declarando que a NR-15 já contempla os agentes cancerígenos, como comprovadamente as substâncias quimioterápicas antineoplásicas são, mas não há a necessidade de diferenciá-las dentro da norma e que não há justificativa de um trabalhador exposto ao agente não receber a insalubridade de grau máximo. (Consulte o Parecer Técnico aqui).
Frente ao desenvolvimento de pesquisas e conhecimento sobre segurança e saúde do trabalhador e aos elevados índices de acidente de trabalho que ainda ocorre no país, é negligência tratar o Ministério do Trabalho como um assunto inserido nas demais pastas de governo. Não podemos perder o ritmo da modernização das relações de trabalho, isto inclui trazer para o presente os trabalhadores dependentes de uma fiscalização séria e constante nas periferias do país, o que pode ser gravemente afetado. Não pode existir tecnologia em um futuro próximo sem produção e acesso ao conhecimento e pesquisa.

Conheça as demais publicações no acervo digital da FUNDACENTRO

Acidentes do trabalho no Brasil entre 1994 e 2004: uma revisão.

 

Mais sobre o debate do impacto de um possível fim do Ministério do Trabalho: https://www.huffpostbrasil.com/2018/11/08/fim-do-ministerio-do-trabalho-o-que-pode-mudar-para-o-trabalhador_a_23583997/

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Os riscos da poeira para o trabalhador rural

Uma reportagem da BBC Brasil chamou atenção no dia 28 de agosto deste ano, sobre a morte de trabalhadores brasileiros soterrados em armazéns de grãos (Leia aqui a reportagem) . Dentre alguns exemplos, uma informação acende o alerta: o número de mortes por acidentes nestes locais teve alta de 140% em 2017 em relação ao ano anterior. Legislação preventiva existe, o país dispõe de uma Norma Regulamentadora específica para os trabalhadores rurais, a NR-31, com um parágrafo tratando apenas de Silos, 31.14.

Silos, armazéns de grãos.

 

Os riscos mais evidentes nestes locais são: de explosões, ergonômicos, de lesões no trato respiratório e do globo ocular, físicos e acidentes como quedas, estrangulamentos e sufocamentos. A fim de evitar acidentes fatais, a NR-31 prevê que o trabalho no interior do silo deve ser realizado por, no mínimo, duas pessoas, uma ficando na parte externa e ambos com cinto de segurança e cabo vida. Outro fator importante a ser tratado é o risco de explosão, inerente ao trabalho de receber produtos, armazenar, transportar e descarregar; a qual cada atividade produz poeira em concentrações e condições propícias para uma explosão. A temperatura de ignição da nuvem de poeira varia conforme o material armazenado, por exemplo, enquanto a Canela sofre ignição a 230ºC, o arroz a 450ºC. (Assista aqui um vídeo mostrando uma explosão em nuvem de poeira).

“A poeira aliada aos gases tóxicos e pesticidas ainda podem causar ao trabalhador rural desordens respiratórias, como rinite, sinusite, otite, asma brônquica, pneumonite” (Conheça mais sobre as doenças respiratórias). Ao se tratar de limites de tolerância da poeira, a Norma dos trabalhadores rurais é apoiada pela NR-15, sobre insalubridade. O anexo XII da NR-15 regulamenta os limites de tolerância para poeira minerais e os demais componentes podem ser encontrados nos anexos XI, XIII e XIV sobre limites de tolerância de agentes químicos e biológicos.

Porém, mesmo com uma legislação atualizada (2011) e completa, falta fiscalização. De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais, o número de profissionais ativos é o menor dos últimos 20 anos, temos 2305 auditores fiscais em exercício e 1339 cargos estão vagos. Com estes dados seria equivalente a um auditor fiscal a cada 14.621 trabalhadores com carteira assinada atualmente.

Conforme destacou a reportagem da BBC, são mortes evitáveis. Com gestão de riscos e de segurança e saúde do trabalhador, as terríveis estatísticas poderiam ser reduzidas e cada trabalhador ter sua vida e dignidade a salvo.

Referência

Silos: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/silo.htm

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Robôs nas eleições: como ser mais humano?

Prazer, conheça a @fatimabot, um bot com boas intenções que irá ajudar a combater as fakenews no cenário de eleições brasileiras. A iniciativa foi a grande vencedora de um concurso lançado pelo Catraca Livre em parceria com o Instituto SEB e Educação com o apoio da Microsoft. Fátima é um chatbot com a intenção de ajudar os usuários do Facebook a identificar notícias falsas, encontrar dados reais e confiáveis e saber se a fonte é confiável ou não. Os bots estão se tornando uma importante ferramenta da tecnologia, tanto para informar democraticamente todos, como um aliado no relacionamento com o cliente.


Ao se tratar de atendimento ao público, a estratégia é usada desde o Banco do Brasil, que através do Messenger resolve questões simples de atendimento e dúvidas de cliente, até a marca Prudence, com a Conselheira Prudence, incentivando o uso de preservativos e dando dicas sobre sexo. (Você pode ler sobre outros exemplos aqui). E o investimento tem aumentado. Em 2016, as empresas investiram 229% a mais em chatbots em relação a 2015. Alguns chatbots são famosos mundialmente, como Eliza (Weinzebaum,1966) e ALICE (Abu Shawar and Atwell, 2003), a sigla de “Artificial Linguistic Internet Computer Entity”.


Porém, os chatbots tradicionais possuem uma capacidade limitada de interatividade, sendo fiéis as situações e palavras que foram programados para interagir. Com a evolução da inteligência artificial, foram desenvolvidos vários métodos de aprendizado, podendo os mesmos serem dinâmicos ou estáticos. No caso dos estáticos, o conhecimento é extraído de fóruns na internet ou de diálogos e aplicados na interação com os usuários. Nos dinâmicos, o conhecimento é extraído da própria conversa com os usuários, o que pode facilitar a resposta usando palavras chave. Neste sentido, cada palavra possível tem uma probabilidade de respostas.


A inteligência artificial e o aprendizado de máquina (machine learning) surgem neste contexto a partir da necessidade dos robôs se aprimorarem e serem capazes de aprenderem sozinhos.

A criação e o desenvolvimento de novas tecnologias são incentivadas através de competições e premiações.  O prêmio Loebner, por exemplo, é uma competição anual de inteligência artificial que premia os chatbots  que mais se assemelham ao comportamento humano, com padrão no Teste de Turing.  É possível, aprendendo uma linguagem de programação como JAVA, programar um chatbot em um que seja código livre. (Você pode encontrar exemplos aqui).

A tecnologia está disponível e nos permitindo criar interações cada vez mais sofisticadas.

É bom estarmos atentos porque essa mesma tecnologia que nos permite criar um mundo mais acessível e democrático, se utilizada de maneira indevida, pode limitar nosso exercício de cidadania,por exemplo. Em ano eleitoral, os robôs virtuais que emitem comentários e tendenciam fóruns na internet tornam-se uma ameaça a um processo eleitoral honesto. A resposta contra iniciativas que tentam inviabilizar o cenário democrático é o desenvolvimento tecnológico a serviço da sociedade, como a Fátima, para que prevaleça características humanas nas notícias e nas redes sociais, como a ética e o senso crítico.


Referências
DAL PICCOL SOTTO, Léo e DE CIA COSTA, Victor. Chatbot com Aprendizado a Partir de Diálogos. Instituto de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal de São Paulo, São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Link.


ALICE: https://home.pandorabots.com/en/

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Quanto tempo sua saúde e segurança trabalham?

No dia 1º de maio é comemorado o Dia do Trabalhador. A data foi marcada por protestos e enfrentamentos em Chicago, em 1886, por melhores condições de trabalho, entre elas a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. No Brasil, com a instalação das primeiras indústrias no século XIX houve forte aumento da jornada de trabalho seguidas de duas quedas. A primeira, em 1932, por meio de decretos, mais tarde incorporados a Consolidação das Leis Trabalhistas, regularizando para 48 horas semanais. A segunda, em 1985, com a greve do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, a jornada foi alterada para 44 horas semanais e regulamentada na Constituição Federal, em 1988.

Alguns estudos realizados na Europa e nos Estados Unidos relacionam o aumento de acidentes de trabalho com o maior número de horas na jornada de trabalho, sendo o maior risco por volta das 11 horas com queda ao meio dia, tendo distribuição igual ao período da manhã. Nos casos onde a jornada de trabalho em indústrias foi reduzida de doze para dez horas, houve diminuição de 60% dos acidentes de trabalho, deixando implícita a necessidade das pausas durante a jornada.

Na legislação brasileira, alguns casos de pausas estão regulamentados. Na Norma Regulamentadora 36, “SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS”, prevê os seguintes tempos:

 

Jornada de Trabalho Tempo de tolerância para aplicação da pausa Tempo de Pausa
até 6h Até 6h20 20 Minutos
até 7h20 Até 7h40 45 Minutos
até 8h48 Até 9h10 60 Minutos

A NR-17, “ERGONOMIA”, cita pausas para quem trabalha com esforço de sobrecarga estática ou para trabalhos realizados em pé. Ainda no Anexo II da Norma, especificamente para trabalhadores de telemarketing, cita as seguintes condições de pausa:

“5.4.1. As pausas deverão ser concedidas:

  1. a) fora do posto de trabalho;
  2. b) em 02 (dois) períodos de 10 (dez) minutos contínuos;
  3. c) após os primeiros e antes dos últimos 60 (sessenta) minutos de trabalho em atividade de teleatendimento/telemarketing.

5.4.1.1. A instituição de pausas não prejudica o direito ao intervalo obrigatório para repouso e alimentação previsto no §1° do Artigo 71 da CLT.

5.4.2. O intervalo para repouso e alimentação para a atividade de teleatendimento/telemarketing deve ser de 20 (vinte) minutos.”

Além das pausas, adotadas como estratégia para minimização de riscos, pode ser aplicado variação e rodízio dos postos de trabalho. O rodízio é importante para ativação de outros grupos musculares e descanso daqueles trabalhados.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), 41% do países possuem jornada de 40 horas semanais e 44%, acima de 40 horas (atual recomendação da Organização). Na América Latina, Ásia e Oriente Médio prevalece as jornadas acima de 42 horas semanais. A Argentina supera o limite brasileiro com 48 horas semanais, porém a França adota 35 horas como jornada ideal de trabalho. A posição controversa assumida pelo economista brasileiro Pedro Fernando Nery alega que a redução da carga horária de trabalho atingiu positivamente a economia europeia.

Ao se tratar apenas da saúde e segurança do trabalhador, a jornada de trabalho menor traz menos riscos e mais qualidade de vida. Porém, enquanto ainda não se discute no Brasil seguir a recomendação da OIT sobre a quantidade de horas da jornada de trabalho, é necessário que haja consciência e cumprimento das Normas Regulamentadoras com as pausas recomendadas.

 

Referências

FILUS, Rodrigo. Tese de doutorado: o efeito do tempo de rodízio entre postos de   trabalhos nos indicadores de fadiga muscular – o ácido lático. Universidade Federal do Paraná. Curitiba. 2006. Link.

MASCARENHAS BRANDÃO, Cláudio. Jornada excessiva de trabalho provoca acidentes. Em Consultor Jurídico (website). 2009.

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Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho: o que estes dados podem fazer pelo país?

De acordo com o SINAIT (Sindicato Nacional de Auditores do Trabalho), o Brasil alcança uma média de 700 mil casos de acidentes e adoecimentos ocupacionais, dos quais 3 mil resultam em óbito e mais de 14 mil em incapacitações permanentes. Hoje, os trabalhadores terceirizados representam 80% das vítimas e adoecimentos ocupacionais, ou seja, representam 12,7 milhões de trabalhadores. A aprovação da Lei 13.429/2017 permite a terceirização irrestrita e a prestadora de serviço é a responsável sobre seus direitos trabalhistas e gestão da Saúde e Segurança do Trabalho.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em colaboração com a Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), lançaram o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho com o intuito de promover o Trabalho Decente. A OIT denomina Trabalho Decente aquele que converge quatro objetivos estratégicos: liberdade sindical e reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva, eliminação de todas as formas de trabalho forçado, abolição efetiva do trabalho infantil e a eliminação de todas as formas de discriminação no emprego e ocupação.

O Observatório Digital de SST apresenta dados estatísticos de acidentes do trabalho, por exemplo, em sua página inicial há um contador de Total de Gastos da Previdência com Benefícios Acidentários, outro de Dias de Trabalho Perdidos com Afastamentos Previdenciárias, Acidentômetro (aqueles notificados com CAT) e mais um de Mortes Acidentárias Notificadas. Com a interface facilitada, a pesquisa pode ser realizada a partir das Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT) ou pelo Afastamento INSS, filtrando por estado, ano e especificações de cada caso. Os dados auxiliam no debate e na orientação de políticas públicas de prevenção a acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

Os números altos podem assustar e o empregador pode tender a não fazer a comunicação do acidente do trabalho, talvez por desconhecer a obrigatoriedade de abertura da CAT por não considerar a ocorrência como acidente de trabalho, ou até mesmo como uma forma de “pedalar” os encargos trabalhistas que podem ser gerados. Porém, o empregador deve observar as normas básicas de saúde, higiene e segurança do trabalho, sendo a integridade física do trabalhador assegurada pela Constituição.

O objetivo do lançamento do Observatório, no dia 28 de abril, é informar, de modo a contribuir com novas iniciativas mais eficazes nas ações dos setores interessados. O futuro da plataforma é detalhar ainda mais o impacto dos acidentes e doenças para a economia, atividade produtiva e desenvolvimento humano. E, a partir dos resultados, fomentar soluções a fim de gerir a saúde e segurança do trabalhador de forma mais contundente, e não apenas relativizar a legislação e contorná-la para evitar as investigações e apuração dos dados.

Link Observatório: https://observatoriosst.mpt.mp.br/

FONTE:

Organização Internacional do Trabalho

“O massacre continua com milhares de vidas sendo ceifadas”. SINAT