Afinal, pra que serve essa tal de impressão 3D?

“Impressão 3D” parece uma coisa extremamente futurística, como que saída de um filme de ficção científica. A ideia de ter uma máquina na sua casa ou no seu escritório que seja capaz de criar objetos ao invés de apenas letras e desenhos em um papel parece de outro mundo. Porém, essa tecnologia existe há mais tempo do que você imagina e ela tem inúmeras aplicações, em diversas áreas. No texto de hoje, vamos contar um pouco sobre a história da impressão 3D e como ela vem revolucionando diversas áreas, desde saúde até herança cultural.

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Exemplo de objeto impresso em 3D em impressora da marca MakerBot. Créditos: Affinity VR

O conceito de impressão 3D foi desenvolvido no início da década de 80 por Hideo Kodama, no Nagoya Municipal Industrial Research Institute, em Nagoya, Japão [1]. Ele inventou métodos para fabricar modelos 3D utilizando polímeros capazes de endurecer com luzes ultravioleta. A tecnologia de impressão 3D como é realizada hoje foi desenvolvida por S. Scott Crump em 1988. Este processo é denominado FDM (fusion deposition modeling), um tipo de extrusão de plástico, e consiste em depositar o material fundido camada por camada para formar o objeto. Diversos outros métodos foram desenvolvidos durante a década de 90, e com o aumento do interesse de indústrias nos processos de impressão 3D, mais materiais começaram a ser utilizados.

Para impressão de um objeto em 3D, é primeiro necessário criar um modelo em três dimensões do objeto em um software de modelagem 3D ou digitalizar um objeto já existente. O software utilizado para a impressão então importa o modelo e divide a impressão em camadas sucessivas do material a ser utilizado. A maioria das impressoras comerciais hoje possui um bico injetor que aquece o material a ser depositado e é direcionado por uma série de motores para criar as camadas do objeto. Essas camadas podem ser unidas automaticamente, ou através de uma etapa adicional no processo, dependendo do tipo e do material da impressão. Os materiais mais utilizados hoje em dia são plásticos, seguidos de resinas e metais [2]. A versatilidade e facilidade desse método faz com que diversas indústrias estejam se interessando cada vez mais nessa tecnologia. Pesquisas indicam que as empresas utilizam impressão 3D para desenvolver protótipos de produtos, acelerar processos de produção e promover inovação em design. [1]

 

Nesse vídeo é possível observar algumas das aplicações de impressão 3D usadas atualmente. Créditos: YouTube

Além dos exemplos mostrados no vídeo, grandes avanços na medicina têm sido promovidos pelo desenvolvimento desta tecnologia. Pesquisadores vêm estudando há anos como desenvolver técnicas para imprimir tecidos e órgãos humanos, como a pele, por exemplo, que pode beneficiar vítimas de queimaduras. Também é possível imprimir próteses, que podem ser moldadas de acordo com as necessidades e características de cada paciente. [3] Este é um exemplo de como a combinação da engenharia e da medicina podem funcionar a favor do desenvolvimento da humanidade, e avançar o tratamento de inúmeras doenças.

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Aplicações de impressão 3D na área da medicina. Créditos: The Future of Things

A impressão 3D pode ainda ser utilizada para imprimir tipos simples de comida [4], e em pesquisas sobre história da humanidade e herança cultural [5]. Conforme essa tecnologia se desenvolve mais e mais, o seu custo para o consumidor diminui. Hoje em dia já é possível ter a sua própria impressora 3D em casa. E se você não sabe por onde começar, sugerimos esse vídeo que ensina os conceitos fundamentais dessa tecnologia: 

 

Referências:

[1] The History of 3D Printing: 3D Printing Technologies from the 80s to Today por Hannah Bensoussan. 

[2]

[3] Top 5 Ways the 3D Printing is Changing the Medical Field por Nancy S. Giges.

[4] From pixels to plate: food has become 3D printing’s delicious new frontier por Kyle Wiggers.

[5] Balletti C, Ballarin M, Guerra F (2017) 3D printing: State of the art and future perspectives. Journal of Cultural Heritage, 26:172-182. doi:10.1016/j.culher.2017.02.010

 

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