Robôs nas eleições: como ser mais humano?

Prazer, conheça a @fatimabot, um bot com boas intenções que irá ajudar a combater as fakenews no cenário de eleições brasileiras. A iniciativa foi a grande vencedora de um concurso lançado pelo Catraca Livre em parceria com o Instituto SEB e Educação com o apoio da Microsoft. Fátima é um chatbot com a intenção de ajudar os usuários do Facebook a identificar notícias falsas, encontrar dados reais e confiáveis e saber se a fonte é confiável ou não. Os bots estão se tornando uma importante ferramenta da tecnologia, tanto para informar democraticamente todos, como um aliado no relacionamento com o cliente.


Ao se tratar de atendimento ao público, a estratégia é usada desde o Banco do Brasil, que através do Messenger resolve questões simples de atendimento e dúvidas de cliente, até a marca Prudence, com a Conselheira Prudence, incentivando o uso de preservativos e dando dicas sobre sexo. (Você pode ler sobre outros exemplos aqui). E o investimento tem aumentado. Em 2016, as empresas investiram 229% a mais em chatbots em relação a 2015. Alguns chatbots são famosos mundialmente, como Eliza (Weinzebaum,1966) e ALICE (Abu Shawar and Atwell, 2003), a sigla de “Artificial Linguistic Internet Computer Entity”.


Porém, os chatbots tradicionais possuem uma capacidade limitada de interatividade, sendo fiéis as situações e palavras que foram programados para interagir. Com a evolução da inteligência artificial, foram desenvolvidos vários métodos de aprendizado, podendo os mesmos serem dinâmicos ou estáticos. No caso dos estáticos, o conhecimento é extraído de fóruns na internet ou de diálogos e aplicados na interação com os usuários. Nos dinâmicos, o conhecimento é extraído da própria conversa com os usuários, o que pode facilitar a resposta usando palavras chave. Neste sentido, cada palavra possível tem uma probabilidade de respostas.


A inteligência artificial e o aprendizado de máquina (machine learning) surgem neste contexto a partir da necessidade dos robôs se aprimorarem e serem capazes de aprenderem sozinhos.

A criação e o desenvolvimento de novas tecnologias são incentivadas através de competições e premiações.  O prêmio Loebner, por exemplo, é uma competição anual de inteligência artificial que premia os chatbots  que mais se assemelham ao comportamento humano, com padrão no Teste de Turing.  É possível, aprendendo uma linguagem de programação como JAVA, programar um chatbot em um que seja código livre. (Você pode encontrar exemplos aqui).

A tecnologia está disponível e nos permitindo criar interações cada vez mais sofisticadas.

É bom estarmos atentos porque essa mesma tecnologia que nos permite criar um mundo mais acessível e democrático, se utilizada de maneira indevida, pode limitar nosso exercício de cidadania,por exemplo. Em ano eleitoral, os robôs virtuais que emitem comentários e tendenciam fóruns na internet tornam-se uma ameaça a um processo eleitoral honesto. A resposta contra iniciativas que tentam inviabilizar o cenário democrático é o desenvolvimento tecnológico a serviço da sociedade, como a Fátima, para que prevaleça características humanas nas notícias e nas redes sociais, como a ética e o senso crítico.


Referências
DAL PICCOL SOTTO, Léo e DE CIA COSTA, Victor. Chatbot com Aprendizado a Partir de Diálogos. Instituto de Ciência e Tecnologia, Universidade Federal de São Paulo, São José dos Campos, São Paulo, Brasil. Link.


ALICE: https://home.pandorabots.com/en/

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