Setembro Amarelo: é preciso falar sobre

O mês de Setembro destaca-se para salientar a luta pela prevenção do suicídio. No Brasil, essa organização acontece desde 2014 e envolveu três Instituições precursoras nesse trabalho: o Centro de Valorização da Vida, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria.

Por que essa é uma temática relevante?

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De acordo com dados da OMS de 2015, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio, ocorrendo uma morte por esse meio a cada 40 segundos. Em nosso país, são 32 mortes por suicídio por dia.

Ultrapassando os limites dos dados quantitativos, vale ressaltar a importância de refletir sobre os fatores que levam ao suicídio. O modo de organização da sociedade voltado para produção tende a influenciar e contribuir para o aumento da incidência de casos. Esse tema é uma questão de saúde pública, de educação, de organização do trabalho, em uma construção intersetorial  e de diálogo em políticas públicas para o bem estar social.

Nas redes sociais, é possível acompanhar campanhas que carregam o teor do Setembro Amarelo e que motivam pessoas a se disponibilizarem individualmente para participarem do processo de cuidado das pessoas em sofrimento psíquico.  De fato, quanto mais pudermos fortalecer nossas redes de afeto, mais estaremos lutando contra a lógica individualista que impera. Todavia, mais do que estarmos disponíveis pessoalmente, podemos compartilhar e ampliar conhecimentos acerca  da Rede de Saúde Mental, que está apta a prestar cuidado em um olhar amplo  e interdisciplinar.

Como buscar ajuda pelo SUS?

Como já foi detalhado em outra postagem, o SUS é organizado em Redes e territorialmente. Isso quer dizer que toda pessoa residente no Brasil possui uma equipe de referência para um cuidado específico. O local que é a porta de entrada para o sistema, é a Unidade Básica de Saúde (o postinho de saúde) mais próxima da casa do munícipe. A pessoa pode passar em acolhimento na unidade e, caso demande um cuidado considerado de atenção especializada, será encaminhada para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Os CAPS são porta aberta. Dessa forma, qualquer pessoa pode ser acolhida em um CAPS, sem agendar horário de atendimento e sem necessariamente precisar passar pela UBS. Em casos de sofrimento intenso, pode-se recorrer a um CAPS, que sempre deve ter uma equipe interdisciplinar disponível para acolhimento.

Além disso, o Centro de Valorização da Vida (CVV), que é uma organização sem fins lucrativos, oferece atendimento gratuito online via chat, skype, e-mail e também pelo telefone: 141.

Sigamos unidas e unidos nessa luta  por Saúde Mental a todas e todos.

Saiba mais:

Site de atendimento do Centro de Valorização da Vida (CVV), onde você pode se informar melhor sobre as especificidades de atendimento da sua cidade:

http://www.cvv.org.br/

Caso você seja munícipe de São Paulo, pode pesquisar qual a UBS ou CAPS mais proximos de sua casa por esse site, colocando seu endereço:

http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/

Para os municípios que não possuem esse recurso, basta procurar a UBS (postinho) mais próximo da sua casa e os profisisonais podem dar maiores informações quanto ao cuidado em Saúde Mental.

Universidades em São Paulo que prestam atendimento psicológico:

Pontifica Universidade Católica- PUC

tel: 38626070. e-mail: www.pucsp.br/clinica

Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU):

tel: 3040 3400 ramal 2316.  e-mail: triagem.psico@fmu.br

Universidade Mackenzie

tel: 32566827 e-mail: ccbs.clinicapsicologica@mackenzie.br

Universidade de Santo Amaro (UNISA)

tel: 21418870  e-mail: clinicadapsicologia@unisa.br

Centro de Psicologia Aplicada (CENPA) da Universidade São Judas Tadeu

tel: 27991831 27991943 e-mail: cenpa@usjt.br

Universidade Bandeirantes de São Paulo (UNIBAN):

Campus: São Bernardo do Campo, Campo Limpo, Morumbi, Osasco e Vila Guilherme.

Universidade Paulista (UNIP):

Campus: Alphaville, Cantareira, Chácara Santo Antonio, Poméia, Tatuapé e Vergueiro.

Universidade Brás Cubas Mogi das Cruzes

tel: 47902241/ 47918240

Universidade de Guarulhos

tel: 24641676

Fontes:

Ilustração: Mariana Reis

Setembro Amarelo:

http://www.setembroamarelo.org.br/

Relatório OMS: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/131056/1/9789241564779_eng.pdf?ua=1&ua=1

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Um comentário sobre “Setembro Amarelo: é preciso falar sobre

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