II CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE MULHERES NA FÍSICA

De 27 a 29 de novembro de 2015 ocorreu no Rio de Janeiro a  II Conferência Brasileira de Mulheres na Física (CBMF).  O evento tem como principal objetivo discutir a atuação das mulheres em todos os ramos relacionados à física , desde o interesse das meninas na escola até as mais consagradas pesquisadoras.

Neste ano o CBMF teve a participação de cerca de 70 mulheres e homens atuando profissionalmente em física, assim como estudantes, representantes de governos e de órgãos financiadores e gestores de pesquisa.

Houveram palestras de estudantes de 16 , 17 anos participantes do projeto “Têm menina no circuito” (https://www.facebook.com/temmeninanocircuito/?ref=br_rs) até palestras de consagradas cientistas como Anna Maria Freire Eendler que trabalhou no decorrer desses 50 anos com nomes como César Lattes e Wolfgang Pauli.

Quando discutimos gêneros não podemos deixar de relatar certas “derrotas” em um dos seminários a pesquisadora Clauidia Nicoli Candido,  apresentou apenas frases machistas que ela e suas colegas ouviram durante a sua formação. Foi um tapa na cara que doeu na alma, não teve mulher que não tenha ouvido alguma daquelas frases.

Além dos seminários e do lançamento do livro “Mulheres na Física” pela Livraria da Física, o último dia foi reservado para grupos de trabalhos. Dentro dos grupos foram propostas algumas iniciativas para a maior participação feminina na física.

São diversas propostas , separamos algumas para exemplificar:

-Licença-maternidade para pesquisadoras: incorporar na política dos comitês a recomendação de extensão da bolsa de produtividade levando em conta a especifidade de cada caso.

– Os comitês brasileiros de gestão de ciência, tecnologia e educação devem ter uma política de ampliação da participação de mulheres, respeitando a análise de mérito.

– Que todas as planilhas do CNPq possam ser cruzadas com dados de gênero.

-Que os dados de gênero sejam incluídos na avaliação dos cursos de Pós-graduação pela CAPES.

– Que o MCTI elabore um diagnóstico, baseado nos CV-Lattes, sobre a presença das mulheres em todos os campos disciplinares científicos.

Essas e outras proposta se vêem vastamente necessárias pois o meio da física ainda é a área de pesquisa com menor participação feminina.

Um texto para contar sobre a experiência de participar de um evento desses é muito pouco. A quantidade de informação e projetos apresentados foram imensas. O que posso deixar aqui é o meu convite para que participem da próxima (provavelmente em 2017), com certeza será uma experiência incrível e esclarecedora.

Segue a foto oficial do evento:

II_conferencia_mulheres

 

Mais informações podem ser encontradas no site do evento: http://www.if.ufrgs.br/~barbosa/sbf-genero-evento/index-genero-evento.html

 

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